março 05, 2008

Ser famoso

Pra que ser famoso, em busca da não privacidade, da desordem, dos pensamentos vazios? E por que, afinal, as pessoas dão tanta importância pra isso? Fazem loucuras pra banalidade que transborda o que conceituamos como anti-ético...Que lado obscuro, convenhamos.

Dizem que as pessoas querem ser famosas pra serem reconhecidas e valorizadas. Dá gostinho de ver aquelas pessoas que aparentam estarem sempre felizes, com muito dinheiro e saúde. - Aparentam.

Público burro, talvez?
Os recursos que levam artistas a serem famosos, são os principais vilões dessa história toda. Estimula a aparência irreal, as palavras fantasiosas e de tudo, esses personagens, sabemos que um dia cansam. São perseguidos e manipulados.

Mas há, também, o outro lado. Tenho lá minhas dúvidas, mas ser famoso deve ser legal. Imagino que seja bem gostoso ganhar com isso, mas é preciso ter cautela. É preciso ter fundamento.

O legal é quando você é famoso por contribuir pelo acúmulo desejável de cultura e arte. Um ponto forte para se obter a fama pelo resto da vida é quando o cara tem o domínio da vida real.
E aí sim, permanece, faz história, documenta-se.

5 comentários:

Noh disse...

Queria ser famosa não,acho que não teria paciência com todo mundo querendo saber da minha vida ò.ó
Mas claro,como tudo,tem suas vantagens =D

=********* Saudades Naninha

amo você

nih disse...

como sempre, você e seu lápis abençoado.

perfeita análise da fama e ética de privacidade ;)
mas eu queria ser famosa :D
asdiasjdioasjoidjoasijdoisa

Noh disse...

Novo texto =D

Smartphone disse...

Hello. This post is likeable, and your blog is very interesting, congratulations :-). I will add in my blogroll =). If possible gives a last there on my blog, it is about the Smartphone, I hope you enjoy. The address is http://smartphone-brasil.blogspot.com. A hug.

Anônimo disse...

Todos nós desejamos ser conhecidos, admirados e amados. A criança quer ser abraçada pelo pai e pela mãe; desejam ser escolhidas para estar no palco se há uma peça de teatro na escola. Os adolescentes estão dispostos a fazer todo o tipo de disparates para aparecer.

Antigamente os adultos contentavam-se com a visibilidade que podiam ter na sua aldeia ou cidade. Os homens ansiavam ser tratados com deferência e as mulheres ser admiradas pela sua beleza e maneira de vestir. A nível nacional, viviam permanentemente na fama apenas os reis, as rainhas, os nobres e os grandes políticos.

A distinção base entre o que observa e o que é observado continua ainda na rádio e no cinema, onde nasceu uma outra forma de elite - que em 1961 foi denominada a elite sem poder, formada por figuras do espectáculo, actores, cantores que se tornaram objecto de interesse, alvo de admiração e de cusquice colectiva: as estrelas.

A distinção entre os que olham e os que são olhados atenuou-se apenas recentemente, graças à interactividade. Hoje, a rádio e a televisão pedem a participação do seu público frequentemente, mas são momentos muito breves, que não garantem a fama. Mas o desejo de aparecer é tal que é costume ver mulheres de idade prontas a fazer todo o tipo de figuras, a cantar e a dançar diante de um público que ri. Para ficarem conhecidas, as jovens juntam-se em grupos cujo principal objectivo é participar em todos os concursos que existem.

A verdadeira mudança chegou apenas com a internet e a criação de blogues pessoais que, se alimentados com regularidade, podem realmente despertar o interesse do público.

E ainda assim, para aqueles que realmente sentem necessidade de reconhecimento público, de se mostrar, a grande mudança chegou com o nascimento de uma comunidade virtual chamada Facebook, na qual pessoas de todas as idades e estratos sociais podem estar na ribalta, sem necessidade de agentes ou intermediários.

Cada um convida e aceita quem quer e todos enviam mensagens a todos, contam as coisas que fazem e partilham os seus desejos com quem queira ver. Além disso, partilham-se presentes, dão-se parabéns, organizam-se festas e eventos, viagens, exposições, leitura de livros, e ainda se mobiliza milhões de pessoas para se juntarem a campanhas contra abusos e justas causas em geral. Todos são protagonistas; a distinção entre os que observam e os que são observados desapareceu.

É nesta realidade alternativa que ninguém na verdade conhece ou controla, que amadurecem as novas relações sociais, os novos pensamentos, os novos valores.


Ass: Mário