fevereiro 28, 2012

Para denguito.

Imagine tudo isso. Navegar é preciso, viver não é preciso. Uma frase que soa tão "italicamente" e flui como notas musicais fugindo do clássico, indo às contradições, ingerindo na gente, no fundo da alma, a beleza da arte. É compreensível a existência ser tão questionada e a sobrevivência, muitas vezes, perdida. Mas a vida nos traz surpresas que nem sempre conseguimos entender como, por que, onde tudo começou. Desde que nos conhecemos vivemos, sobrevivemos e o mais importante: nunca deixamos de navegar. O sonho, a esperança, a união, o respeito, o desejo, tudo isso faz parte de quando embarcamos nessa vida. E, entre nosso viver e nossa embarcação, nos deparamos com resultados que saltam aos olhos da emoção. Espero ter ajudado em toda essa trajetória e fico feliz em ter feito parte de toda essa conquista. Mas peço, mesmo com pés no chão, não deixemos de navegar. Viveremos, como sobreviventes desse mundo, mas principalmente, navegaremos para a infinita arte de amar e sonhar. Estou contigo pra sempre. Navegando e vivendo numa imensidão interminável de amor.

fevereiro 15, 2012

"A vida me ensinou a dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração". Charles Chaplin

É tão estranho quando eu começo a pensar na minha vida. Nas pessoas que se passaram por ela. É tão mais fácil pensar na vida dos outros; julgar, elogiar, compartilhar...Mas quando pensamos na nossa própria vida não conseguimos nem comentar. Acredito que na minha vida não tenho muitos problemas. Tenho compromissos. Por enquanto tenho boa saúde, tento preservar as amizades, tenho um ótimo namorado, tenho uma família fortalecida, unida e cheio de amor, estudo ainda, fazendo o mestrado na UFES, enfim...são coisas deliciosamente boas. Sabe o que eu descobri? Que eu não me sinto bem quando eu fico uns três dias sem ver meus amigos: fico em casa estudando e não aparece ninguém. Isso é ótimo por um lado, já que se eu estou estudando, o melhor é ficar sozinha. Mas, eu me entendo. Eu odeio ficar sozinha. Eu me sinto mal. E nem estudar eu consigo. Preciso de alguém ao meu lado. Mesmo que não estude a mesma coisa que a outra pessoa. Alguém tem que estar ali. E eu disse três dias, porque se passou disso e eu não vi ninguém, saio correndo em busca de alguém. E, graças a Deus, amigos não me faltam. Por que então essa citação acima? Porque nessas reflexões sobre a minha própria vida....eu pensei nas pessoas que eu disse adeus. Independente do motivo. Ex namorados, amigos, enfim. Pensei, em primeiro lugar, na minha amiga Mayara. Já brigamos duas vezes bem sério. Na segunda achei que nunca mais fosse falar com ela. Mas eu sempre a amei. Desde que nos conhecemos o amor falou mais alto. E eu não consegui tirá-la do meu coração. Senti saudade, senti sua falta. Hoje voltamos a amizade e espero que nunca mais precise lhe dizer adeus. Um pouco parecido aconteceu com minha outra amiga, a Carol. Ela que nada me fez de improbidade. Nunca brigamos, nem sério, nem de brincadeira. Mas nos afastamos. Quando descobri também que a amava e, também, nunca consegui tirá-la do meu coração. Existem aquelas situações da vida que tínhamos que dar adeus para nossos companheiros, que nos declaramos abertamente o quanto amamos, o quanto queremos tê-los por perto pra sempre. O tempo passa e a gente descobre que o amor que nós sentíamos era puro, viraríamos amigos. Tínhamos tudo pra ser melhores amigos, o B.. Por isso, eu digo, ainda, que não o tirei do meu coração. De uma forma diferente, bem sei. Digo “tínhamos”, porque não somos. A vida tem esses percalços. Administrar, saber do que está fazendo, manter a cabeça no lugar, não julgar..é o mais difícil. Por isso, talvez, não somos amigos, mesmo já se passando oito anos. Achei essa citação muito boa e acabei me descobrindo mais um pouquinho. E é por isso que a vida tem graça, cheia de mistérios e sentimentos.

setembro 04, 2011

frio.

O corpo não é mente que mente pra si. O coração não é pedra, mas machuca. A estrada não é longa, mas distante. Se vejo o aqui e o agora, sei não. Você está na esquina vendo o lá, sem chão. Penso, paro, vejo e sinto: quando não está aí pra mim. Daí, partindo desse aí, é que nasce o medo, amargo e brutal.

julho 16, 2011

Atualizando...

Vamos tirar a teia primeiro, né?

Enfim, mais um semestre acaba. Opa, mas com uma consideração muito especial: o último, o término, o fim do curso....Acabaram os prazos, a rotina ufes/trabalho/ufes, as provas, os trabalhos..nããão. Definitivamente e graciosamente e lindamente e..e..e...PASSEI NO MESTRADO!! Direto, sim, direto. Ufa..nossa. A ficha demorou a cair. O que foi isso tudo na minha vida em pouquíssimo tempo? Sim, estou mega feliz. Mas a vida academicamente falando, continua...

Tenho tanto a desabafar que um blog – diário – público, não permite... Portanto...

Bom, sabe uma coisa que eu fiz pra relaxar nesse tempo de TCC, prova do mestrado, 6 matérias da graduação, dar aulas e uma pesquisa a ser finalizada? Assistir duas séries fantásticas (sim, eu consegui, além de beber umas cervejinhas com os amigos...).

Uma das séries se chama “Prison Break”. Que coisa mais linda, ops, que ator mais fenomenal é o Wentworth Miller...Não só ele, como quase todos os atores que atuaram na série são fantásticos. Está aí uma das coisas que devemos levar em conta ao assistir esse tipo de entretenimento. Para que possamos ir até o final, além de uma boa história, ter bons atores. Olha..vou falar que chorei em vários momentos da trama. Eu sei que sou bobinha, emotiva e tudo mais. Enfim...a história se inicia com Michael Scofield assaltando um banco e sendo preso. Tudo planejado, pois o que ele queria era tirar o irmão, Lincoln Burrows, da cadeia. Juro que minha vontade é contar tudo...É tão empolgante...

Outra série que assisti, mas não terminei...Estou com preguiça de baixar o resto da legenda... é o famoso e clássico “Twin Peaks”, da década de 90, que conta a história de uma investigação policial, chefiada pelo engraçadíssimo Dale Cooper, para descobrir o que aconteceu e quem teve a culpa do assassinato da jovem Laura Palmer. O mais interessante dessa série é que ela surpreende por não ser monótona e diante dos mistérios sendo desvendados, tem sempre uma pitada de comédia, um pouco tímida, mas inteligente.

Comecei a assistir outra série que é segredo. Quando eu chegar na segunda temporada eu falo um pouco dela. Uma dica que não sei se vai ser muito proveitosa lendo...mas adora fazer o som da entrada: tanram tanram tanram....Tudo bem...outra dica: Fox Mulder!!! Hahaha...

fevereiro 10, 2011

Curso de Formação de Maridos

Não sei quem foi o autor, mas é genial!!


Objetivo pedagógico:
Permite aos homens desenvolver a parte do corpo da qual ignoram a existência (o cérebro).

São 4 módulos:


Módulo 1: Introdução (Obrigatório)
1 - Aprender a viver sem a mamãe. (2.000 horas)
2 - Minha mulher não é minha mãe. (350 horas)
3 - Entender que não se classificar para o Mundial não é a morte. (500 horas)

Módulo 2: Vida a dois
1 - Ser pai e não ter ciúmes do filho. (50 horas)
2 - Deixar de dizer impropérios quando a mulher recebe suas amigas. (500 horas)
3 - Superar a síndrome do 'o controle remoto é meu'. (550 horas)
4 - Não urinar fora do vaso. (1000 horas - exercícios práticos em vídeo)
5 - Entender que os sapatos não vão sozinhos para o armário. (800 horas)
6 - Como chegar ao cesto de roupa suja. (500 horas)
7 - Como sobreviver a um resfriado sem agonizar. (450 horas)

Módulo 3: Tempo livre
1 - Passar uma camisa em menos de duas horas. (exercícios práticos)
2 - Tomar a coca-cola sem arrotar, quando se está à mesa. (exercícios práticos)

Módulo 4: Curso de cozinha
1 - Nível 1. (principiantes - os eletrodomésticos) ON/OFF = LIGA/DESLIGA
2 - Nível 2. (avançado) Minha primeira sopa instantânea sem queimar a Panela.
3 - Exercícios práticos Ferver a água antes de por o macarrão.

Cursos Complementares
Por razões de dificuldade, complexidade e entendimento dos temas, os cursos terão no máximo três alunos.
1 - A eletricidade e eu: vantagens econômicas de contar com um técnico competente para fazer reparos.
2 - Cozinhar e limpar a cozinha não provoca impotência nem homossexualidade. (práticas em laboratório)
3 - Porque não é crime presentear com flores, embora já tenha se casado com ela.
4 - O rolo de papel higiênico: Ele nasce ao lado do vaso sanitário? (biólogos e físicos falarão sobre o tema da geração espontânea)
5 - Como baixar a tampa do vaso passo a passo. (teleconferência)
6 - Porque não é necessário agitar os lençóis depois de emitir gases intestinais. (exercícios de reflexão em dupla)
7 - Os homens dirigindo, podem SIM, pedir informação sem se perderem ou correr o risco de parecerem impotentes. (testemunhos)
8 - O detergente: doses, consumo e aplicação. Práticas para evitar acabar com a casa.
9 - A lavadora de roupas: esse grande mistério.
10 - Diferenças fundamentais entre o cesto de roupas sujas e o chão. (exercícios com musicoterapia)
11 - A xícara de café: ela levita, indo da mesa à pia? (exercícios Dirigidos por Mister M)
12 - Analisar detidamente as causas anatômicas, fisiológicas e/ou psicológicas que não permitem secar o banheiro depois do banho.
O curso é gratuito para homens solteiros e para os casados damos bolsas.

janeiro 20, 2011

A MULHER E A SOCIEDADE

BEAUVOIR, S. O Segundo Sexo: A experiência Vivida (Primeira parte – capítulo I: Infância, Quarta parte – capítulo I: a mulher independente, Conclusão). São Paulo: Nova Fronteira, 1949.

"Segundo volume do livro que examina a condição feminina em todas as suas dimensões: a sexual, a psicológica, a social e a política. Uma proposta de caminhos que podem levar à libertação não só das mulheres como, sobretudo, dos homens. Complementação de uma obra que, em escala mundial, inaugurou o debate sobre a situação da mulher." (www.simonebeauvoir.kit.net)



A mulher sempre esteve subordinada ao homem e sempre enfrentou problemas para buscar sua independência. A ausência, ao longo dos anos de análises e coragem, partindo do ponto de vista, principalmente, do enfrentamento de uma sociedade legitimada, levaram muitas mulheres a continuarem em seu status de dependentes, que para Simone de Beauvoir, “há primeiramente, bem entendido, numerosas mulheres que aceitam a própria sociedade tal qual é.”

Entretanto, tiveram outras que lutaram contra toda desordem que bate de frente aos valores do sistema e, além disso, tentaram rever todos os conceitos e estudaram profundamente a concepção de mulher. Uma dessas pessoas, é a Simone de Beauvoir, que em seu texto “ O segundo Sexo” aborda a condição da mulher, constituindo um impulso para reflexão do que é certo, do que é aceito, natural ou simplesmente adaptado perante a sociedade. A autora demonstra como é imposto o destino das mulheres perante o conhecimento de mundo, os direitos a que são submetidas e se estão “no estado atual da educação e dos costumes”

Na primeira parte, que é a formação da mulher, começa-se com a seguinte reflexão: “Ninguém nasce mulher, torna-se mulher”. Quem impõe o que é ser uma mulher é a própria sociedade, e que de tudo mais, elabora “esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam de feminino”. A característica principal da primeira parte é a da criança desenvolver suas idéias de acordo com os princípios da nossa cultura, projetando-se, também, pelos seus educadores. As desenvolturas das análises filosóficas perduram por todo o texto de Simone de Beauvoir e, involuntariamente, segue uma linha de construção teórica proposta por filósofos e pensadores, como por exemplo: Sartre, Steke, Freud, etc. O que deixo em destaque são as teorias freudianas, que são usadas no texto como conservadoras e dominantes. Embora de início ele tenha realmente feito textos nesse aspecto, logo depois, o próprio Freud reviu suas condições, que de uma maneira ou de outra, reflete certo avanço: "Se querem saber mais sobre a feminilidade, podeis consultar a vossa própria experiência de vida, ou perguntar aos poetas, ou esperar que a ciência possa nos dar informes mais profundos e mais coerentes". Há, também, uma necessidade de se avaliar enquanto ser humano, da filosofia existencialista, cujo conjunto de teorias é a própria existência, entendida exclusivamente como existência humana. Não há de se prender ao fato da diferença entre homem e mulher, e sim, da consciência que todos são seres, em que devemos analisar o ser como existente. Ainda na primeira parte, seguindo a tradição da sociedade ocidental, a hierarquia dos sexos manifesta-se na menina primeiramente na experiência familiar. E, é a partir daí, que se diferencia o seu papel ao do menino, em que este tem todos os costumes possíveis e objeto (pênis) que o glorifica para vislumbrar o poder e a transcendência. Um ponto que talvez tenha passado despercebido por Simone Beauvoir foi que ela entra em questão do discurso erótico, mas não aponta a diferenciação da pornografia e o consumo:

Uma mulher que despende suas energias, que tem responsabilidades, que conhece a dureza da luta contra as resistências do mundo, tem necessidade – como o homem – não somente de satisfazer seus desejos físicos como ainda de conhecer o relaxamento, a diversão, que oferecem aventuras sexuais felizes. Ora, há ainda meios que essa liberdade não lhe é concretamente reconhecida; arrisca-se, usando-a, a comprometer sua reputação, sua carreira; no mínimo, exigem dela uma hipocrisia que lhe pesa. Quanto mais tiver conseguido impor-se socialmente, mais fecharão de bom grado os olhos; mas, na província principalmente, na maior parte dos casos, ela será severamente vigiada. Mesmo nas circunstâncias mais favoráveis – quando o temor da opinião não mais influi – sua situação não é neste ponto equivalente a do homem. As diferenças provêm ao mesmo tempo da tradição e dos problemas que a natureza singular do erotismo feminino coloca.

Na quarta parte, sobre a mulher independente, Beauvoir, diz que a distância qual separava a mulher e o homem conseguiu diminuir pela entrada da mulher no mercado de trabalho, mas em contrapartida, a liberdade econômica da mulher em relação ao homem não é garantia que esta vai alcançar uma situação moral, social, psicológica idêntica ao do homem. A mulher, além de sua nova tarefa de sair do lar e trabalhar o dia inteiro, acaba transformando a vida numa dupla jornada, ou seja, dobra seu “serviço”, pois quando chega em casa ela ainda cuida dos filhos, tem que se cuidar, servir o marido, etc. O tanto quanto pesado, há de se convir, que tanto em casa, como no local de trabalho, há uma diferenciação ao tratamento, remuneração e prestígio social.

Ainda hoje, há grandes desigualdades quanto à condição da mulher e que configura como os ápices para a doutrina cada vez mais fortalecida do feminismo. Salário mais baixo por um mesmo trabalho e qualificação, menor acesso aos postos que implicam poder econômico e político, subsistência da imagem da mulher-objeto no plano ideológico, patriarcalismo nas relações familiares, etc. Na prática, ainda é a maioria, as mulheres subjugadas (maus tratos, mutilações, escravidão, prostituição, etc.) no mundo.

Em 1949, há 62 anos atrás, Simone de Beauvoir escreve implantando assunto de debates, de resenhas, de artigos, de pesquisa científica, enfim, a autora escreve almejando a libertação da mulher, não no sentido de “diminuir” o homem numa esfera de competitividade; há a justificativa de que existem sexos diferentes, sim, um segundo sexo, reconhecendo como sujeito permanecendo em equilíbrio, onde é preciso que estabeleça as relações no meio social.

janeiro 17, 2011

Cisne negro

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=t-weIgpXS6g


Sufocante; arrebatador; intrigante; Nina, uma doce e misteriosa bailarina de uma companhia de balé da cidade de Nova York. O tom, o arranjo psicológico da trama, de todos os personagens, principalmente de Nina, faz ferver nossos sentidos.

"Natalie Portman interpreta uma bailarina de destaque que se encontra presa a uma teia de intrigas e competição com uma nova rival interpretada por Mila Kunis. Dirigido por Darren Aronofsky (O Lutador, Fonte da Vida), Cisne Negro faz uma viagem emocionante e às vezes aterrorizante à psique de uma jovem bailarina, cujo papel principal como a Rainha dos Cisnes acaba sendo uma peça fundamental para que ela se torne uma dançarina assustadoramente perfeita." http://www.cinepop.com.br/filmes/cisnenegro.php

janeiro 12, 2011

Boy in memory


Enquanto saía daquele lugar de controvérsias humanas, deparei-me com uma corrida de fórmula 1, quer dizer, “mode” Hot Wheels (sem carro, porém), um garotinho mais ou menos na idade entre 5 e 7 anos, não sei muito bem (era grandinho e esperto demais), correu na minha direção. Minha reação foi apenas uma: arregalar os olhos. Depois, entretanto, no meio da corrida ele faz uma forma corporal, como uma cruz, igual aquela do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Coincidências (ou não!) estávamos em uma Casa das Missionárias da caridade. Eis que surge numa rapidez violenta e paixão um pulo nos meus braços, e duas significativas e explosivas palavras: “não solto”.

Em meio a brincadeiras, carinhos, surge a hora de dizer: “tenho que ir agora”. E ele responde: “não solto”.

Voltamos as brincadeiras, enrolar cabelo, falar ho ho, falar mamãe Noel, repito: “tenho que ir agora”. E ele responde: “não solto”. E eu respondo dessa vez: “Eu volto”. E vem a resposta que jamais esquecerei: “todos dizem a mesma coisa” e saiu do meu colo.

Fiquei apavorada, triste, não sei definir. Ele voltou atrás, tirou o babador que estava em seu pescoço e disse: “toma um presente pro seu filho”. Eu respondo: “mas eu sou muito novinha, não tenho filhos”. Ele responde: “mas um dia você vai ter”. Silêncio.

Dessa vez volto atrás, colocando com cuidado o babador de volta em seu pescoço, digo: “você tem a honra de ter esse babador, mas vou torcer que meu filho seja como você, inteligente, bonito, esperto e um bom coração, menino do bem.

Ele sorriu e me deu o tchau mais sincero que eu já vi em toda a minha vida.

dezembro 19, 2010

Triste Fim de Policarpo Quaresma


Triste Fim de Policarpo Quaresma é um livro da fase pré-modernista, que tem como principal objetivo passar para o leitor o tema da luta entre a ideologia e a realidade encarnada pelo major Quaresma. A ficção e a realidade andam sempre juntas, em que o próprio Lima Barreto “esclarece o efeito estético e comunicativo que buscava ao promover esse adensamento extremo dos dados e circunstâncias mais marcantes do seu tempo” (SEVCENKO: 1985, p. 161). É dentro dessa linha que a obra Triste Fim de Policarpo Quaresma se insere nas obras pré-modernistas que de certa forma escapariam dos esquemas rígidos de tradição e problematizam a sociedade, como podemos perceber no trecho da primeira parte, capítulo “1. A lição de Viola”: “Esse doutor tinha uma grande reputação nos subúrbios, não como médico, pois que nem óleo de rícino receitava, mas como entendido em legislação telegráfica, por ser chefe de seção da Secretaria dos Telégrafos”. Aqui, o narrador lança um olhar crítico para o comportamento das pessoas que habitavam o subúrbio. Ou no trecho, logo em seguida: “Ricardo, depois de ser poeta e cantor dessa carioca aristocracia”, em que o narrador ironiza referindo-se a uma classe média que se imaginava aristocrata.
Antes de partirmos para a análise da trama é preciso que saibamos, ao ler Triste Fim de Policarpo Quaresma, que a obra é publicada no momento que o Brasil, nas últimas décadas do século XIX e início do século XX, vivia politicamente sob dois efeitos, num período de consolidação republicana, de fazendeiros e comerciantes ligados ao café, e desenvolvimento do capitalismo industrial em São Paulo e Rio de Janeiro. “ Essa exposição do presente como um vórtice de situações históricas exemplares trazia consigo a dupla conseqüência de sugerir mimeticamente a intensificação insólita dos processos de transformações contemporâneos à sua obra e de introduzir uma feição expressionista em suas imagens, pela exacerbação das suas próprias características.” (SEVCENKO: 1985, p. 161 e 162)
A narrativa perpassa todo o livro de maneira simples e objetiva, tendo como foco narrativo em terceira pessoa onisciente. É bom lembrar que Lima Barreto é um escritor ontológico, querendo buscar alguma resposta, ou uma verdade, então na sua narrativa, o personagem sofre mais, como podemos descrever no trecho da terceira parte, do capítulo “5. A afilhada.”: “Mas, como é que ele tão sereno, tão lúcido, empregara sua vida, gastara o seu tempo, envelhecera tal quimera?”. O narrador mergulha no interior de Quaresma e revela seus pensamentos. Ou outro trecho, que em tom de triste conclusão, resume a decepção de Quaresma, que viu frustrados todos os seus projetos: “Outra decepção. A sua vida era uma decepção, uma série, melhor, um encadeamento de decepções”, no mesmo capítulo.
Dentro da narrativa do livro é notado a caracterização de personagens de vários ambientes, “é praticamente todo o Rio de Janeiro do seu tempo que nos aparece agitado e tenso, condensado mais nos seus vícios do que nas suas virtudes. Todos os personagens trazem a marca do seu meio e constituem o objeto privilegiado da crítica social do autor. Nenhum aparece de forma inócua ou decorativa, todas concorrem para consagrar o destino “militante” da sua literatura (SEVCENKO: 1985, p. 162). Mas adiante de uma galeria de personagens é inteiramente importante destacar dois deles: o major Policarpo Quaresma e o menestrel Ricardo Coração dos Outros.


Policarpo Quaresma é o personagem –protagonista da história. É ele quem sonha por um Brasil acolhedor, amável. É nessa visão que ele cria uma idéia de reforma social, cujo objetivo era fazer o Brasil progredir. É preciso lembrar que Policarpo tem uma perspectiva não otimista a partir de um olhar de quem não está no poder.
O menestrel Ricardo Coração dos Outros é um personagem em destaque, pois seu relacionamento com Quaresma era tido como sincero, e o único que Quaresma tinha como talentoso, era violeiro e lhe dava lições de violão. Por ser humilde, e principalmente, por tocar um instrumento desprestigiado pelas classes mais altas, Ricardo Coração dos Outros “gozava da estima geral da alta sociedade suburbana. É uma alta sociedade muito especial e que só é alta nos subúrbios” (trecho do capítulo “1. A lição de violão, da primeira parte do livro”).
O livro divide-se em três partes, que correspondem as reformas propostas pelo Quaresma para salvar o Brasil. A primeira é a reforma pela cultura, sob um olhar crítico, Quaresma queria salvar o Brasil por uma reforma de costumes. Quaresma escrevera um requerimento para a Câmara pedido “que o Congresso Nacional decrete o tupi-guarani, como língua oficial e nacional do povo brasileiro” (trecho da primeira parte, capítulo “4. Desastrosas Consequências de um Requerimento”), ele pensava então, que os brasileiros deviam se expressar como os primitivos tupinambás, e não como os europeus, e em detrimento de todo seu esforço envolvendo até as autoridades, Quaresma foi internado. Ao sair de lá, ele pensava em outra solução para o Brasil: a reforma pela agricultura, saindo do espaço urbano e entrando no rural. Mas não passou de desventuradas experiências junto à terra, já que em pouco tempo se viu vencido pela peste, pela mesquinharia da política local, etc. Enfim, depois de perder o que investira, resolve voltar ao Rio de Janeiro. “Os seus olhos brilhavam de esperança. Despediu os empregados. Foi ao interior da casa, nada disse à irmã, tomou o chapéu, e dirigiu-se à estação. Chegou ao telégrafo e escreveu: “Marechal Floriano. Rio. Peço energia. Sigo já. Quaresma”” (trecho da segunda parte, capítulo “5. Trovador”). A terceira parte constitui o final do livro, que descreverá o momento representado pela Revolta da Armada, que então eclodirá no país. “Através desse método contundente, o autor podia transmitir direta e rapidamente aos seus leitores a sua concepção e o seu entendimento relativo aos eventos que o circundavam” (SEVCENKO: 1985, P. 163). Nesse sentido, Quaresma alistou-se no exército a favor de Floriano Peixoto e ali mesmo, em seu contato com Floriano, fica desiludido, pior a situação ficou depois do episódio da morte de Ismênia: Quaresma foi percebendo aos poucos sua ingenuidade e, ao mesmo tempo, sua exposição ao ridículo.

Ingenuidade, acredito eu, de quase todos os jovens que querem mudar o mundo, não por crer que pode fazer alguma coisa por ele, mas por acreditar e se iludir em determinadas situações, como nosso querido Quarema.)

Referências:
SEVCENKO, Nicolau. Literatura como missão. Tensões sociais e criação cultural na Primeira República. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1985.
BARRETO, Lima. Triste Fim de Policarpo Quaresma. 23. ed. São Paulo: Ática, 2001.

agosto 31, 2010

De passagem de Os Estocásticos

Ouçam a música elaborada por meu "namorido" com participação especial na composição de sua girlfriend Nana Atallah ;)

Myspace dos Estocásticos
(Esse link vai te levar ao site da banda Os Estocásticos)

A história é mais ou menos a seguinte: estávamos eu e Rafael na sala de estar de nossa casa, bebendo umas (muitas) cervejinhas, quando de repente, em nossas conversas profundas, peguei um papel e comecei a escrever sobre um determinado assunto, dentre vários, que estávamos conversando. Li. Rafa já tinha uma melodia quase-pronta. Colocou por cima. Deu alguns ajustes na letra. E pronto. Mais uma obra do meu artista predileto ficou pronta: "De passagem".

Clique no link e comente! =D há.

Beijos!

De Passagem - Banda Os Estocásticos

(Rafael Barbieri/Nana Atallah)


Eu prefiro o inexistente

Que diz, sempre, muito mais

Sobre luzes do horizonte

Sobre o amor que se esconde

Fechei as janelas

pra não mais ver os clarões

E ouvir o grito das multidões

Tenho nosso castelo

E a você eu me entrego

Eu só estou de passagem

Por entre os selvagens

Eu só estou de passagem

E sigo viagem

E o que eu sei é cantar pros reis

Dos palácios, milhões de frases fáceis

Ergo monumentos frágeis

Pois quando eu canto,

Eu sinto um alento

Eu quase não agüento

Me jogar nos abismos

E seguir o vento

Eu só estou de passagem

Por entre os selvagens

Eu só estou de passagem

E sigo viagem


Ontem eu vi tão claro

Enquanto o tempo e o espaço

Se misturavam

E nós nos deitávamos

Só pra ver

O espetáculo

Em que tudo se encontrou.

agosto 19, 2010

E a pesquisa só está começando...

Meu coração palpitava enquanto subia aquela ladeira íngreme, o ar, que também me deixava ofegante, a neblina da manhã encostando-se em meu rosto. Lá estava o portão bem alto, de grade e um vigia vestido de azul me olhando. Olhava pra ele tentando respirar mais fundo, e ele me olhava sabendo que estava indo naquela direção.
- Oi, marquei uma reunião com a assistente social.
Abriu o portão e disse:
- É naquela sala ali. – apontando lá pra cima.
Mais ladeira.
Enquanto subia passaram quatro idosos. Dois de cadeira de rodas, um segurando uma espécie de lata esticada e o outro me olhando profundamente. Senti arrepios. Mas logo ao entrar, percebi que o vigia abriu o portão para um carro entrar. Essa pessoa que, claro, chegou antes de mim, estava procurando a mesma pessoa que eu.
Cheguei perto da sala e tinha uma mulher falando ao celular. Assim que desligou, olhou pra mim e perguntou:
- Você é...?
- Sou Mariana, estudante de Letras da UFES.
- E você é...? – Perguntando pra mulher.
- Sou uma pessoa que está precisando muito da sua ajuda e...
A assistente social me olhou e eu fiz sinal para que atendesse a ela primeiro. Fiquei curiosa em ouvir o que aquela mulher tinha a dizer.
- "V., preciso muito da sua ajuda. Eu arrumei um namorado e meu pai mora comigo. Preciso que ele fique aqui. Eu moro na Praia do Canto (bairro nobre de Vitória), compro fraldas para ele, compro a cama, compro tudo que vocês precisarem. Pode contar comigo também para trazer e buscá-lo quando precisar de médico, pois sou cliente da UNIMED. Pode ficar despreocupada que ele é muito saudável, adora passear, aproveita que a passagem é de graça pra ele e fica andando por aí." (SIC)


Nessa hora eu já estava completamente enojada da mulher. Como é que uma pessoa diz que seu pai é saudável, passeia, não dá trabalho nenhum e, ao mesmo tempo, quer abandoná-lo? Que sentido tem isso, pelo amor de deus?! Meu coração que antes já estava apertado, parecia que eu ia morrer naquele instante, ou se olhasse pros olhos daquela mulher, nem sei o que poderia acontecer. Por isso, evitei.
Sem conseguir começar a falar da minha pesquisa, não pude evitar:
- "V., vou te perguntar uma coisa que é completamente pessoal. Não tem nada a ver com minha pesquisa. Você concorda com essas pessoas que colocam seus parentes, pais aqui dentro?" (SIC)
- "Não. E isso que você ouviu é pouco". (SIC)

agosto 13, 2010

Três anos, então...


Não posso começar dizendo que foram três anos de muito amor. Muito menos dizer que tivemos momentos de muita alegria e tristeza. O primeiro da um ar demasiado de romantismo da literatura do romance brasileiro do século XIX, inexistente afinal, e outro um ar de “ixi”, se é assim um dia acaba. Então, não posso começar falando nada.
É insano, mas não agüento mais as pessoas, os livros, a minha cabeça me deixar tão zonza. São tentativas e mais tentativas de atribuir tudo que tenho a emoção, para muitas vezes me jogarem um banho de água fria dizendo que não existe nada daquilo que estou sentindo. E quando te aconselham, ou até mesmo seu professor, que fez doutorado, super culto, dizendo todas tolices possíveis de uma vida desagradável? É moda dizer que não existe amor, não existe família, não existe sentimento – tudo, tudo é mentira, e você ou acredita que tudo é mentira, ou é bobinha, ingênua, e sinônimos.
E seus sonhos? Ah, esses são jogados no lixo a cada uma hora que você pensa no seu futuro. Eu já perdi a minha própria noção de como dói ouvir e ler certas coisas. De como você alimenta certas atitudes pela vida inteira e de repente você tem que acreditar, ou finge que acredita, solta aquela risadinha disfarçada para seus amigos intelectuais modernos, e diz: “que bobagem isso tudo, né?”
Não basta dizer que cansei, porque isso está a todo momento, há toda hora, isso está na minha própria casa. Cada vez que eu descubro mais coisas da minha família, dos meus amigos, vejo que 80% é mentira, é falsidade, é interesse, é, é, é tudo.
Enfim, eu e Rafael não merecemos um post desse num dia tão especial, mas sinto falta de dar um grito de basta e funcionar na minha vida. Como eu queria que as pessoas parassem um pouco para se olharem no espelho. Como eu queria que as pessoas parassem de se comparar uma com as outras, quererem ser iguais. Como eu queria que as pessoas deixassem seguir seu coração, seu sonho, e nada mais. Acreditar no que a outra pessoa diz, se ela diz “eu amo você”, e que não houvesse dúvida disso.
Enfim, torço para que independente de todos os males da vida, eu seja feliz com àquele que me deu a honra de ser meu par. Feliz três anos de namoro para mim.

"O coração tem razões que a própria razão desconhece."

agosto 08, 2010

Dia dos Pais


Pela primeira vez será um dia dos pais triste pra mim. Nunca, nesses vinte e três anos de vida passei dia dos pais longe do principal ator dessa comemoração. Sinto-me assim, principalmente, por ser culpa minha. Por minha ausência, por mais que seja necessária, recolhi o fruto que plantei.
Pai, se ler esse blog hoje, nesse dia tão especial, quero que saiba que eu o amo. Muito. Que toda essa ausência será recompensada com muita alegria. Tenho certeza que sabe disso. Para que não fique repetitivo, vou postar o mesmo texto que escrevi pra você por depoimento, que são palavras puramente verdadeiras.
Pai, se consigo sentir no mais alto escalão dos sentimentos saberia dizer o que sinto por você. E, por mais que tente não existem palavras para tão alta emoção. São histórias de vida, que de uma só vida, você conseguiu gerar – de mim, que soou como uma pérola no fundo do mar – encontrada depois de tantas tentativas fatigantes. Mas você persistiu para que gerasse uma menina que nem tenho certeza de como ela é, mas que você, conseguiu que ela nascesse com um dom muito especial. Dentre dons corriqueiros da vida que levantamos a alma até conseguir nossos objetivos, tenho que te apresentar àquele que não fiz esforço. Foi o dom de apaixonar ininterruptamente pelo cara mais doce do mundo. Seu canto mais profundo, seriedade mais que perfeita, suas palavras ditas com as mais singelas sabedorias.
Da loirinha, branquinha, risonha, transparece a educação, o respeito, a dignidade, que de dom não tem nada, veio de uma simples educação. Dos batuques nas paneladas velhas, vínhamos gritando e cantando, e sempre, sempre, sempre nos divertindo a cada minuto juntos. Quanto mais passa o tempo o sentimento vai se mostrando fiel, observável, e se não bastasse as demonstrações de afinidade, hão de existir as demonstrações de objetivos. E é tentando conseguir o meu objetivo, meu sucesso, que eu vou conseguir o que tem de melhor resposta para toda a sua criação: assim como você me ensinou a ser feliz, continuarei sendo, e cada vez melhor caminharei pelo mundo, que da inteligência vou conseguir um bom emprego, que da honestidade, consegui grandes amigos, que da razão consegui lutar, que da vida, consegui um grande amor; pois, pelos seus ensinamentos e seus carinhos, devo toda a minha glória a você. Amo muito, muito, muito.

agosto 07, 2010

Um dia sem final.

Numa tarde ensolarada lá se via uma menina de treze anos passeando no shopping center do Rio de Janeiro. Era verão, calor entre 30 e 40 graus. Mas lá, já se base, não se sente tanto, por conta de um instrumento tecnológico chamado ar refrigerando, sabedoria e salva benção à instituição mais cobiçada da nossa (pós?) modernidade. Justiça seja feita, sem ele não há como existir shopping centers com vulgos e cultos freqüentadores assíduos, aglomerados em um só ambiente que aquele mundo proporciona.
Era tanta gente, diversificadas redes sociais, que ela se sentia miúda, acanhada, tímida, mas com vontade de se apoiar, de sacrificar o senso ingênuo e sagaz. Este último pela vontade, não, na verdade, não era bem nenhuma vontade, era simplesmente um certo medo de ficar sozinha.
Dez anos se passaram e ela nunca mais se esqueceu desse dia. E, um dia quem sabe, continua essa história.

julho 23, 2010

Eros e Psiquê



O poema Eros e Psique, de Fernando Pessoa, ilustra com enorme perfeição a saga do herói, que cada indivíduo vivencia ao construir seu próprio conhecimento. Assista ao vídeo, acompanhando o poema abaixo:


video
Narração de Maria Bethânia com o texto de Fernando Pessoa:

"Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.

Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.

A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.

Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.

Mas cada um cumpre o Destino
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.

E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora,

E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia."

A história de Eros e Psiquê na Mitologia Grega:

Era uma vez um rei que tinha três filhas. Duas eram lindas, mais a mais nova era muito, muito mais bonita. Dizia-se até que Afrodite - a deusa da beleza - não era tão bonita quanto Psiquê (esse era seu nome). Os templos de Afrodite andavam vazios porque as pessoas, principalmente os homens, passaram a cultuar aquela princesa maravilhosa. Afrodite ficou com ciúme e pediu para seu filho, Eros, preparar uma vingança. Ela queria que Psiquê se apaixonasse por um monstro horrível. Só que Eros também acabou sendo atingido pelos encantos da menina. Ele ficou tão maravilhado ao ver Psiquê que não conseguiu cumprir a ordem da mãe.
O estranho é que todos aqueles homens que ficavam enfeitiçados com sua beleza não se aproximavam e nem tentavam namorá-la. As duas irmãs, que perto da caçula não tinham a menor graça, logo arranjaram pretendentes e cada uma se casou com um rei. A família ficou preocupada com a solidão de Psiquê. Então, um dia, o pai resolveu perguntar ao oráculo de Apolo o que deveria fazer para a menina arranjar um marido. O que ele não sabia é que Eros já havia pedido a Apolo para ajudá-lo a cumprir aos planos de sua mãe. A resposta que o rei levou para casa o deixou muito mais preocupado do que já estava: o deus falou que Psiquê deveria ser vestida de luto e abandonada no alto de uma montanha, onde um monstro iria buscá-la para fazer dela sua esposa.
Caso contrário, coisas terríveis iam começar a acontecer.
Continue lendo aqui: http://users.matrix.com.br/deusavenus/eros.htm