maio 03, 2006

Observação

Comecei a reparar na sensação que eu sinto quando observo o céu cinzento precedendo uma tempestade. Que abalo medonho. Reparei também nos meus passos vastos e precisos. Como sou ansiosa. Ainda procurando me reparar, percebi o caminho que faço todos os dias: pessoas estranhas, sentidas e extremamente nervosas com a vida.
Refleti sobre minhas observações. Tudo não passou de um buraco sem fundo. Tempestade que me impõe ferimento me unindo a fraqueza. A ansiedade que me entrega a um súbito terror ou, tendo “sorte”, apenas azar. E pessoas desconhecidas, que ocasionam para mim, num manifesto interior observado intensamente o valor da expressividade humana.
O olhar principalmente.

Um comentário:

Bourbon prá dois disse...

Nana, gostei muito! Da redação, da poética. De me identificar com o texto, não por olhar prum céu cinzento ou por ser ansioso. Mas por já ter me sentido assim. Quem nunca se sentiu assim, reflexivo?
Bj